quinta-feira, 2 de abril de 2015

Metendo o PAU #02 - O Sétimo Filho (duma QUENGA!)


   Antes de qualquer coisa, gostaria de avisar que estarei discutindo sobre o filme durante o post, o que significa que terá spoilers. Mas não precisa se preocupar, o filme é tão ruim que você não está perdendo nada lendo isso.


   O Sétimo Filho (duma QUENGA, como eu gosto de chamar), dirigido por Sergey Bodrov, se trata da história de um mundo mágico onde todos os sétimos filhos dos sétimos filhos são escolhidos para enfrentar as criaturas das trevas que habitam o mundo devido a uma força maior que os escolheu. Até aí, beleza. A partir dessa introdução, tudo que vem depois é Ctrl C + Ctrl V de milhões de outros filmes e livros famosos. Mas tenha em mente que estou falando sobre o filme. Não li o livro para dizer qual a semelhança entre a história adaptada e se foi retratado igual.
   O que acontece é que existe uma bruxa malvada, Mãe Malkin (Julianne Moore) que todos temem, mas que não faz praticamente nada de mal no filme todo a não ser atacar uma cidade e ficar dando uns rolezinho pelo castelo que ela mesma reconstruiu magicamente do nada. Por algum motivo (olha só que inédito) a lua de sangue está para aparecer e quando isso acontecer os poderes dela iriam se amplificar e de alguma forma ela destruiria o mundo inteiro. E porque ela faria isso? Porque ela é malvada!


   Logo de cara encontramos mestre Gregory, pessimamente interpretado por Jeff Bridges, que deixa seu aprendiz morrer do jeito mais idiota possível e não faz nada, nem expressar um pesar, mesmo ele tendo criado o jovem por vários anos. Aí tem que correr atrás de um substituto, Thomas Ward (Ben Barnes), um adolescente bonitão que se apaixona por uma bruxinha do bem ao longo do filme e estragam toda a atmosfera da história com uma paixão adolescente que nasce depois de se tocarem e sair faíscas. (Não, você não leu errado... FAÍSCAS!!!!) (Nota: Seriam eles Power Rangers?)


   Concluindo, temos um filme com história porca, ambientação beeem regular, vilões sem motivo algum (não me vem falar que a paixão do velho pela bruxa serve, porque não cola!), atuação sem graça, com apenas efeitos especiais bonitos e caracterização legal (exceto por aquele monstrengo escroto que anda com a dupla, que é mais sem graça do que uma pedra).


   Mas não culpo o livro do Caça-Feitiços por tudo isso, culpo o diretor que deixou essa abominação ser produzida. Afinal, Eragon é uma série de livros excelente que teve uma adaptação pecaminosa no cinema, digna de ser jogada na fogueira com as bruxas desse filme.

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