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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SUPER Dica de Jogo: Witcher 3


  Eu sei que demorou, mas tive que até o final do jogo para ter uma opinião formada. Não queria deixar conteúdo sobrando e seguir apenas a história principal sem aproveitar o resto desta obra de arte, apenas para ter uma opinião. Então confere aí abaixo a discussão completa sobre o gigantesco Witcher 3!


  Witcher 3: Wild Hunt foi o jogo mais esperado dos anos passados e finalmente chegou no começo desse ano após o adiamento da data devido a CD Projekt Red querer polir a última jornada de Gerald de Rivia ao máximo, para que se tornasse uma verdadeira gema. E se tornou. O hype valeu a pena, devido a qualidade da história, gameplay, mecânicas, trilha sonora e o mapa gigantesco do jogo.
  Gerald, assim como todos os personagens da trilogia Witcher, são baseados na série de livros do autor polonês Andrzej Sapkowski, que junta a fantasia com o real, tornando o mundo do jogo e dos livros algo quase que palpável e acreditável, muitas vezes comparado com as Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, que inspirou a maior série da atualidade, Game of Thrones. E de fato, até a história do terceiro jogo é parecida em certos pontos com a da série da HBO.


  Witcher 3 conta a história de Cirila Fiona Elen Riannon, ou Ciri, a filha adotiva de Gerald, que na verdade é a sucessora do trono e possui o sangue ancestral, que lhe permite ter um poder capaz de destruir ou criar mundos. E é por causa desse poder que a Caçada Selvagem (Wild Hunt), que são seres com armaduras pesadas que conseguem manipular uma entidade chamada Geada, estão atrás da garota. No entanto, ela não é uma princesa indefesa. Sua infância foi marcada pelos treinamentos de Gerald, Vesemir, Lambert, Eskel e Coën em Kaer Morhen, a fortaleza dos Witchers (ou bruxos, se preferir), que por si são caçadores habilidosos com certa afinidade com a magia, que passaram por um treinamento rigoroso e por um ritual brutal, o qual apenas poucos jovens sobrevivem, e os que continuam suas vidas perdem todos os seus sentimentos, além de receber mutações as quais alteram seus corpos, dando a habilidade de poder tomar tônicos que matariam qualquer humano normal, mas pra eles dão poderes incríveis semelhantes aos dos monstros e demônios que matam. Embora Ciri não tenha passado pelo ritual, teve treinamento em magia e combate corpo a corpo, assim como o manejo da espada, que permitiu que ela sobrevivesse todo esse tempo fugindo da Caçada Selvagem após sumir da fortaleza há anos atrás. Mas agora que eles a encontraram, cabe a Gerald reencontrar sua filha e salvá-la antes que eles a alcancem.
  E o mais legal de tudo isso é que você não precisa jogar os games anteriores para entender, já que Witcher 3 tem uma variedade enorme de diálogos e escrituras no jogo, além de velhos personagens, que insistem te lembrar do que aconteceu, já que Gerald perdeu a memória no segundo jogo.


  Quanto ao combate, ele basicamente se baseia no equipamento que você usa e no timing de bloqueios, esquivas e ataques fortes e rápidos. Gerald tem uma espada de ferro para enfrentar humanos e uma de prata para monstros, assim como armadura de couro que te beneficia no combate contra esses monstros, e uma de ferro que te da vantagens contra ladrões e assassinos que encontrar nesse mundo pobre e desgraçado em guerra.
  Além do equipamento você também tem os tônicos, que podem ser usados apenas um por vez, além das magias que são muito eficazes dependendo do tipo de inimigo e da sua fraqueza (que é sempre anotada em um bestiário assim que você descobre informações sobre aquela criatura e sua história), os itens secundários (tocha, besta, bombas, etc), uma árvore de talentos bem desenvolvida, e itens de missão.
  Fora da história principal você pode explorar o mundo gigantesco de Witcher 3, que é tão grande que quando achava que estava acabando o jogo, me vem um mapa com o dobro do tamanho do que eu estava. E tudo isso é povoado por áreas com sua própria história, segredos escondidos, embates com monstros lendários, e lugares assombrados o qual você pode investigar e descobrir os mistérios que rondam aquele lugar, assim como encontrar tesouros escondidos, ou até receitas para você criar em um sistema de crafting ótimo e muito bem elaborado.
  Outro sistema que se destaca também é o jogo de Gwent, que é provavelmente o único minigame da história dos games que realmente é tão divertido quanto o jogo em si, se baseando em turnos os quais você pode colocar cada carta em sua respectiva fileira no campo de batalha, e fazer jogadas que o permitam acabar aquele turno com mais ataque que o inimigo e ganhar as duas rodadas necessárias, te recompensando com cartas novas com habilidades diferentes de baralhos diferentes, e até convites para torneios.


  Os únicos problemas que encontrei no jogo foram muitos bugs na minha versão de PS4, devido ao tamanho gigantesco do mapa, inclusive nas cutscenes, que começaram a ficar bem ruins lá pro final do jogo, tirando a graça do boss final, que não teve tanto impacto quanto certos momentos no meio da história. Mas nada que afete a qualidade do jogo.
  Ou seja, no geral Witcher 3: Wild Hunt foi um excelente game, cheio de detalhes, uma história rica, e com conteúdo capaz de te entreter por meses, além de um combate divertido e do fato da CD Projekt Red não ser mercenária, lançando 16 dlcs nos últimos meses com conteúdo adicional totalmente de graça, só agora lançando algo pago, com a diferença de que se trata de uma expansão com conteúdo equivalente a mais de 20 horas adicionais de gameplay.


  O game tem muito mais por trás de tudo que falei aqui, que com certeza vai dar ainda mais vontade de jogar, caso ainda não tenha feito. No entanto, este post já virou um monstro tão grande, que senti a necessidade de abatê-lo logo para não causar problemas.
  Então quem tem um console ou um computador bom, fica aí a dica desse jogaço, que é obrigatório para todos os fãs de RPG e de uma boa história. :)
  OBS: Witcher 3 é TOTALMENTE dublado e legendado em português. Então não tem desculpa!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dica de Jogo: WildStar!


  WildStar é um MMORPG da Carbine Studios, publicado pela NCSOFT, que teve seu anúncio em 2011 e foi lançado oficialmente em 2014 após o período de alpha e beta test. Seu estilo de gráficos é bem cartunesco, ainda mais que World of Warcraft, mas tem uma característica própria bem divertida, além de abordar o tema de um RPG de ficção científica intergalática, onde Exiles e Dominion lutam por território em batalhas épicas cheias de neon, laser e explosões.

  
  Logo de início você pode acabar se assustando com a quantidade de ferramentas que o jogo contém, além de mecânicas novas e uma interface lotada de números e texto. No entanto, é apenas uma questão de acostumar. Eu levei alguns dias até conseguir entender como funciona tudo isso, usando as opções de customização de interface para diminuir toda ela e limpar algumas informações, além de finalmente encontrar uma classe que realmente gosto e me sinto inspirado a upar.


  WildStar não tem um foco em um único mal em comum ou uma história muito empolgante. Já na criação do seu personagem você pode escolher se prefere jogar como explorador, caso goste de aproveitar tudo que o mapa tem a oferecer, ou se quer ser um soldado, pulando direto ao combate, explodindo e destruindo os inimigos, assim como um cientista, que prefere usar a lógica e suas habilidades de hack, entre outros. Ou seja, sua aventura é você mesmo quem cria, não tendo algo que te faça ficar realmente interessado na história que estão contando, que se baseia apenas na luta entre as duas facções. Mas isso não tira toda a diversão do jogo. E se mesmo assim gostaria de saber mais sobre a história e desvendar mistérios, você pode também encontrar livros e arquivos de áudio espalhados por todo o jogo.
  O sistema de quests, assim como o combate, é da terceira geração (atual), a qual você não precisa voltar na maioria das vezes para quem lhe deu a missão para finalizar ela. Só precisa atender a ligação do personagem com um botão e escolher a sua recompensa (o que é bastante prático). Já o combate, como da pra ver pelo trailer, se baseia em posicionamento. Se você vê um grande círculo vermelho no chão carregando, se continuar lá vai acabar levando um ataque e perdendo bastante vida, já que a dificuldade do jogo não é tão fácil. Mas se souber se posicionar e escolher as skills certas para sua barra de ações, será muito bem recompensado.


  O game também conta com outras mecânicas, como a construção de casas, guildas, montarias iradas [inclusive a Hoverboard direto do De Volta Para o Futuro (1985)!], batalhas enormes de pvp, customização de personagem incrível, além de muitas outras coisas que ainda nem consegui conferir.


  WildStar era um jogo pago até pouco tempo atrás, assim como Guild Wars 2, o qual fiz a review e dica de jogo AQUI, mas HOJE (28/09), o jogo se tornará free to play para qualquer um que quiser se aventurar nesse maravilhoso e enorme MMO sem gastar nenhum tostão. O que você tem a perder? É GRÁTIS!
  Obs: Por mais que os gráficos pareçam simples e cartunescos, o jogo pesa um pouco na placa de vídeo, devido as boas texturas e inúmeros detalhes e partículas pra todo lado. Então confere aí as especificações de sistema no site oficial www.wildstar-online.com/en/ e manda ver no download!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Assassin's Creed Syndicate está demais!


  Estava esperando mais informações sobre Assassin's Creed: Syndicate para poder postar aqui no blog. E essa semana a Ubisoft liberou um novo trecho de gameplay com Jacob Frye, o gêmeo de Evie Frye (primeira personagem feminina nos jogos oficiais), que terá um gameplay mais baseado em combate de perto e força bruta, enquanto sua irmã irá ter habilidades furtivas e combate de longe, com sua história se passando em 1868, na Revolução Industrial. Confira abaixo:


  Muita gente diz que a série de games está morta, e que não vai jogar mais nenhum que sair. Eu acho isso uma tremenda duma burrice, já que os novos jogos tem uma gameplay renovado e melhorado, muito superior aos jogos anteriores, sempre tentando inovar em seus gráficos e localidade. Quanto a história principal, nisso eu tenho que concordar, já que os primeiros jogos fizeram sua fama extraordinária através de seu roteiro, que focava em Desmond no futuro se escondendo dos Templários em uma tentativa de descobrir artefatos e novas habilidades de seus antepassados que pudessem ajudá-lo a vencer esse grupo, que aparentemente levaria o mundo ao seu fim.
  Ezio, personagem que começou sua história no segundo jogo da série e continuou em mais duas sequências, Brotherhood (2010) e Revelations (2011), teve uma história fantástica, cheia de reviravoltas, personagens famosos da história, além de uma localidade linda, e opção de reconstruir lugares históricos ou comprar obras de arte da época, que te faziam se afogar nesses detalhes que enriqueciam o jogo e o tornavam a sensação do momento. No entanto, mesmo a história de Ezio e Desmond terem acabado, não significa que você não pode se divertir em um jogo como Assassin's Creed: Unity (2014), que teve um gameplay excelente, além de um personagem com história interessante localizada na Revolução Francesa, e um mapa gigantesco lotado de missões e objetivos.


  Assassin's Creed: Unity vai lançar dia 23 de outubro para PlayStation 4, Xbox One e PC. Já o mimimi, é provável que continue até o final da série de jogos. Mas e você? Vai se divertir com esse jogasso que promete um gameplay incrível, ou vai ficar só reclamando?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Dica de jogo: GUILD WARS 2!


  Sim, meus queridos gamers, finalmente um dos maiores concorrentes a melhor MMORPG virou Free to Play. Ou seja, você pode desfrutar de todo o jogo sem gastar um tostão sequer!
  Guild Wars 2, da empresa ArenaNet, foi lançado oficialmente em 2012 após o período de um ano de beta test. A proposta do jogo de substituir quests lançadas por NPCs por eventos dinâmicos o qual você ao entrar na área já poderia fazer o objetivo. Além do sistema de esquiva e gráficos lindos, parecia muito promissor pra ser verdade. No entanto, o MMO conseguiu alcançar tudo que prometeu e muito mais.


  É claro que não foi tudo de imediato. Já tiveram problemas de alguns servers vazios e instabilidade em eventos muito grandes os quais centenas de jogadores se juntavam em um mesmo lugar para batalhar contra uma maré de monstros, completar objetivos, e matar o todo poderoso world boss. No entanto, a ArenaNet ouviu seus fãs e foram aos poucos corrigindo os bugs e melhorando os sistemas do jogo, se tornando, na minha humilde opinião, o segundo melhor jogo multiplayer online atualmente, perdendo apenas para World of Warcraft. Mas não vai pirar o cabeção e começar a xingar nos comentários não! São dois jogos completamente diferentes.


  E quando eu digo completamente diferentes, me baseio no fato de WoW ser um jogo da segunda geração de MMOs, e GW2 da terceira (atual). Enquanto WoW utiliza diversos sistemas, como os das quests pegadas e finalizadas no NPC, que foram copiados por praticamente todos os outros jogos de multiplayer online por aí, GW2 pegou a premissa da nova geração de fazer o sistema que expliquei anteriormente, onde ao chegar na região você já recebe o objetivo. Outra novidade são os eventos dinâmicos, os quais acontecem em certas regiões dependendo dos eventos que os players fizeram, e que acabam tendo um impacto no mundo, fazendo com que outros eventos comecem  e possam até mesmo invocar um boss no final, como the Shatterer (no vídeo abaixo), que fica mais forte e mais difícil dependendo da quantidade de players presentes, podendo dar recompensas ainda melhores.


  E não para por aí! Se você é fã de exploração, tem um mundo inteiro aberto para desbravar. Desbloqueando pontos de interesse, você pode se teleportar usando os Asura Gates pagando uma pequena quantia, além dos desafios de plataforma, que conseguem ser bem desafiadores até para jogadores mais experientes, como a Clocktower do evento de Halloween de uns anos atrás, ou o Super Adventure Box que volta todo ano. Confere aí abaixo:


  GW2 também utiliza do sistema chamado Living World, o qual os desenvolvedores sempre continuam lançando novo conteúdo para você continuar a história pessoal do seu personagem, ou a do mundo em volta, como há pouco tempo atrás quando um evento fez a capital Lion's Arch ser completamente destruída e reconstruída alguns meses depois, o que torna tudo isso mais interessante e da o sentimento de que tudo aquilo é um mundo vivo.
  Único ponto negativo de ter uma conta free to play são algumas restrições, como ter menos espaço na bolsa, não poder ir para Lion's Arch até lvl 35, ter apenas dois slots de personagem, entre outras coisas. Mas se você não for da galera do mimimi que quer tudo na mão, vai conseguir se virar tranquilamente.
  No entanto, se você está disposto a pagar pela expansão do jogo e liberar tudo isso além do novo conteúdo de Heart of Thorns, que irá lançar em breve, vai ser recebido por um preço não muito bom, já que a alta do dólar está de matar, e a empresa ainda não tem nenhuma filial oficial no Brasil.


  Ta aí essa dica de jogaço. Tem muito mais que eu poderia falar sobre esse game que acompanho desde o beta, mas iria ficar muito extenso colocar tudo aqui. Se você quer testar o jogo pra ver se isso e conferir todo o resto, é só entrar no site oficial AQUI e fazer a conta. O que você tem a perder? É GRÁTIS!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Os melhores e piores games de 2015 (até agora)

  2015 foi para muitos um ano fraco para jogos. No entanto, mesmo com poucos jogos de nova geração sendo lançados, os maiores títulos foram sem dúvida ótimos de se jogar (com exceção de poucos). Então se você passou batido pelos grandes lançamentos desse ano, confere aí com a galera do Omelete os melhores e piores jogos de 2015 (até agora):


Pra mim os melhores do ano, que você PRECISA jogar são:


  Todos são jogos com mundos massivos e dificuldade avançada, de forma que você possa jogar dias, semanas, ou até meses aproveitando todo o conteúdo sem enjoar. Mas lembrando que o ano ainda não acabou! Temos os recém lançados Until Dawn, Metal Gear Solid 5 e Mad Max, assim como os títulos que estão por vir, como o poderoso Fallout 4, o novo Assassin's Creed: Syndicate, Need for Speed, Uncharted: Nathan Drake's Colletion, e por aí vai.  Haja dinheiro pra comprar tudo isso!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Prometheus 2 - A danação ou salvação da franquia Alien?


  Já ouvi muita gente (muita mesmo) falar mal do filme Prometheus (2012), de Ridley Scott, que veio a ser uma história derivada do gigantesco sucesso de Alien, o 8° Passageiro (1979), filme o qual conseguiu marcar para sempre o cinema e o gênero de terror e ficção científica, inspirando muitas outras obras que vieram a ser produzidas posteriormente.
  Prometheus, assim como o filme original do Alien, apresenta novamente essa mistura dos dois gêneros que entram em perfeita harmonia e criam um resultado maravilhoso de se assistir. As empresas Seegson (Sieg & Son) enviam uma equipe para uma lua distante, LV-223. para tentar descobrir a origem da espécie humana, e desvendar os mistérios sobre essa raça a qual intitulam "Arquitetos". No entanto, ao invés de encontrar deuses ou uma sociedade prolífera, a equipe de exploração apenas encontra ruínas e traços de um massacre que aconteceu há muito tempo atrás, o qual eles não tem a mínima ideia do que pode ter causado aquilo.


  Quanto a atmosfera, história e fidelidade à obra original, Prometheus entregou um prato cheio, utilizando uma nova protagonista feminina forte,  e seus companheiros não muito espertos quanto a tratar uma epidemia ou organismos vivos alienígenas, assim como no 8° Passageiro. Até o simples fato da presença do sintético David, interpretado por Michael Fassbender, consegue homenagear muito mais a franquia do que os três vexames intitulados de "filmes" que vieram na sequência do primeiro filme do Alien com o mesmo nome.
  Não me entenda mal, eu amo a Ripley, interpretada pela maravilhosa Sigourney Weaver, mas os filmes que vieram depois do primeiro foram um desastre. Ao invés de termos uma continuação do gênero de terror com ficção científica, tivemos apenas filmes de ação exagerada onde o Alien, que deveria ser o organismo perfeito, capaz de sobreviver à qualquer situação e ser o maior predador do universo, se tornou apenas um animal qualquer, que pode ser vencido facilmente por um grupo de mercenários burros. Aí quando finalmente me vem um filme realmente bom baseado na obra original, e que resgata tudo isso, tratando o Alien como uma história densa ao invés de um terror trash, nego me vem reclamar que o filme é horrível.


  É claro que o roteiro tem seus defeitos, como o fato de Elizabeth Shaw, interpretada pela incrível Noomi Rapace, conseguir correr e fazer de tudo logo após ter dado a luz a um lindo bebê cheio de tentáculos; Ou ela tentar fugir da nave que estava caindo correndo em frente, enquanto podia ter ido para o lado e se livrar daquilo facilmente. Mas pensa bem, se você estivesse em uma situação desesperadora, em um planeta distante onde ninguém pode te ajudar ou te ouvir gritar (olha esse referência marota), a qual um organismo alienígena está te caçando, todo mundo morreu, e você acabou de se auto-costurar depois de tirar uma criatura bizarra de dentro do corpo, duvido que pensaria claramente.
  Acho que o único ponto negativo que consegui ver foi o design do interior das naves, que ficou mais parecido com ícones da ficção científica atual do que aquele estilo antigo cheio de teclas com símbolos bizarros e monitores quadrados com resolução baixa.


  Não ouvi ninguém defendendo o filme até agora, e a grande maioria que reclamou nunca assistiu direito nem o primeiro filme. Alien é a minha franquia favorita de longe, com esse fanatismo se estendendo até para o atual sucesso dos games, Alien: Isolation (2013), que na minha humilde opinião conseguiu humilhar todas as sequências do filme, inclusive o Prometheus que estou defendendo tão calorosamente (Dica de jogo ainda sendo produzida. Aguardem!).



  Ridley Scott já confirmou o começo das filmagens de Prometheus 2 para janeiro de 2016. E eu já confirmei presença no cinema assim que estrear. Se você não assistiu ainda o primeiro filme, essa é uma boa hora para fazer isso. :)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O poeirento e radioativo mundo de FALLOUT! - Pt.03

  Finalmente chegamos ao fim da série de posts sobre o poeirento e radioativo mundo de Fallout, minha gente! Eu sei que tinha prometido o post para semana passada, mas valeu a pena esperar mais um pouco para receber mais informações do novo jogo da série, que conseguiu ganhar toda a atenção de quem estava na E3.
   Então senda aí nesse sofá velho, desliga a rádio Galaxy News do seu Pip-boy e abre um Nuka Cola gelada, porque aí vem uma explosão de hype para esse jogo que promete ser o melhor do ano! (Quem sabe até da década)

   Caso não tenha visto os posts anteriores:   PARTE 01   PARTE02


   Fallout 4 é sem dúvida o projeto mais ambicioso da Bethesda. Após tantos anos desde que lançou o último jogo da série, a empresa vem lançando outros sucessos, como Elder Scrolls: Skyrim (2011), que já está completando 4 anos e ainda assim parece que foi lançado a pouco tempo atrás, devido a grande atividade de modders no Steam Workshop, Nexus, e outros sites que possibilitam os arquivos de modificações feitos por fãs para melhorar ou deixar o jogo mais divertido.
   Essa semana quando os diretores da empresa anunciaram os detalhes do novo game da série, já foram bem claros ao dizer que a comunidade de mods fará parte essencial do jogo, já que eles pretendem lançar uma plataforma compatível no XboxOne, que possa utilizar os mods feitos no PC, algo que nunca foi feito antes nos consoles, e que promete revolucionar o futuro dos jogos da Bethesda.

   Quanto a história e jogabilidade, pode ficar tranquilo, pois Fallout está melhor do que nunca! Além de uma customização incrível de personagem (e finalmente personagens que tem boas feições, diferente dos jogos antigos que precisavam de mods para agradar seus gostos), a movimentação foi melhorada de forma incrível, além da interação com objetos e personagens, além de grandes melhoras nos gráficos e todo um sistema reinventado.


  Mapa: Fallout se passará dessa vez em Boston, tendo o dobro do tamanho de Skyrim, além de, pela primeira vez nos rpgs da Bethesda, ter a oportunidade de utilizar veículos. Não se sabe direito como vai funcionar essa parte, mas só de pensar, já parece promissor.
   Pip-boy & V.A.T.S.: O sistema Pip-boy de gerenciamento de status, skills, itens, estatísticas, e com rádio embutido também ganhou um upgrade com figuras que se movem e até um minigame! Além disso, o sistema V.A.T.S. que congelava completamente o tempo antes para você escolher onde queria atirar no inimigo e quais as porcentagens de acerto e dano, agora apenas deixa o tempo mais lento, proporcionando um combate muito mais fluído e rápido, já que os perigos do mundo de Fallout estão muito mais ágeis e inteligentes.
   Escolha de diálogo: Assim como todos os jogos da Bethesda, a escolha de diálogo do personagem e as complicações que elas causam também estará presente, mas dessa vez os personagens finalmente terão vozes e a conversa se tornará muito mais interativa.
   Dogmeat: Sim, o cachorro mais legal do mundo está de volta. Agora além de ser um companheiro de viagem, Dogmeat (ou o nome que você escolher) será uma parte importante do gameplay, pois além de te ajudar a se defender dos inimigos, você pode dar ordens para ele e pedir para que busque certos itens que estão longe de você! Então dê muito amor e carinho para ele, construindo uma boa casinha de cachorro na sua base.
  Customização de personagem: O sistema de criação de personagem agora é muito mais interativo, já que as barras de escolha foram eliminadas, te dando a oportunidade de praticamente moldar o rosto do seu personagem a vontade, sendo ele homem ou mulher. Mas não para por aí, porque o sistema S.P.E.C.I.A.L. de talentos está de volta, assim como as skills, as quais você escolhia ao passar de nível, proporcionando desde bônus contra certos inimigos, como opções especiais de conversa, e até chance de explodir os membros qualquer inimigo com uma simples bala de revolver.
  Customização Extra: Além disso, Fallout 4 anunciou uma revolução para os jogos de rpg, permitindo que você modifique completamente suas armas dependendo dos materiais e blueprints que encontrar nesse gigantesco mundo aberto. Mas se isso não é o suficiente, você também tem a chance de modificar cada parte da sua power armor, tornando você um Tony Stark da Wasteland, além das outras armaduras, roupas e fantasias disponíveis no jogo.
   Criando seu legado: Mas se mesmo com tudo isso você não está satisfeito, a Bethesda criou um sistema o qual você pode coletar material por todo o mundo de Fallout e criar sua própria casa, podendo escolher desde cada tipo de parede, a mobília, sistema elétrico, decoração, tamanho, e não te prende apenas àquele lugar, te dando a oportunidade de criar uma cidade inteira a seu gosto, montar um comércio, chamar moradores e contratar pessoas para defender ela de invasores com o sistema de defesa que você mesmo pode instalar! (CHUPA, MINECRAFT!!!)


   Se mesmo após tudo isso você não estiver com uma hype gigantesca para esse jogo, deveria se tratar, porque Fallout 4 promete ser o melhor rpg da atualidade. E o melhor de tudo é que já tem data de lançamento anunciada para 11 de novembro desse ano!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Dica de Jogo: Guacamelee!


   A primeira vez que vi o nome do jogo e dei uma olhada na arte do jogo toda quadrada e meio estranha, tive um certo pré-conceito, achando que seria apenas mais um daqueles jogos indies os quais você joga por poucas horas e desiste por ser chato e repetitivo. Mas me enganei profundamente.
   Guacamelee conta a história através de elementos da cultura e folclore mexicano, pegando a temática do famoso festival de Dia de los Muertos para apresentar Juan Aguacate, um jovem bom de briga que é mandado para o inferno após os mortos virem para o mundo dos vivos e sequestrarem a filha de El Presidente, paixão de infância dele. E para conseguir salvar sua amada, Juan veste uma máscara que lhe dá poderes de luchador e volta ao mundo dos vivos para descobrir que sua vila foi destruída por Carlos Calaca e seus comparsas que pretendem juntar os dois mundos para trazer um fim do mundo e ele governarem os mortos como líder absoluto.


   Embora os desenhos sejam simples, o gameplay desse jogo de plataforma se destaca entre muitos outros jogos que temos hoje em dia. As habilidades de luchador que você ganha não são dadas a você de uma vez só. Juan as vai aprendendo durante todo o trajeto do jogo e as usa não somente para luta, mas para ultrapassar obstáculos ou vencer inimigos difíceis, que muitas vezes vão te fazer ficar quebrando a cabeça pra resolver por vários minutos ou horas. E para isso é preciso pensar rápido e agir na hora certa para poder prosseguir no cenário, o que se torna frustante as vezes, mas é recompensador, pois de jogos fáceis o mercado já está lotado. Um jogo desses que te força a pensar e realmente se esforçar para continuar sua jornada, é algo que vale a pena conferir.


   Outro ponto forte também é o design do jogo, como pode ser visto nas fotos acima, que é simplesmente lindo e muito interessante, remetendo bastante ao folclore e cultura mexicana, algo que nunca pude ver em nenhum outro jogo, tornando este uma obra prima original.
   Mas não se preocupe em ficar entediado, pois o bom humor no jogo e as referências à cultura pop também estão muito presentes o tempo todo, assim como novos desafios que parecem a primeira vista. E pra melhorar, você também pode mudar a roupa do seu personagem comprando moedas que ganha no jogo, e cada uma delas tem uma propriedade diferente que pode te dar uma boa vantagem, assim como uma desvantagem para equilibrar bem o sistema. Se preferir jogar com uma personagem feminina, você também tem essa opção, assim como pode convidar mais amigos para jogar a partida em cooperativo. É diversão o suficiente ou quer ainda mais?


   Guacamelee está disponível para toda plataforma possível, desde PS3,e Xbox, até pra PC, inclusive para compra digital na Steam por um preço razoável, mas que vale a pena ser pago. Se você é dono de um PlayStation e assina a PS+, tem a oportunidade de pegar o jogo totalmente de graça esse mês. Então corre lá! :D