Se você ainda está conhecendo o maravilhoso mundo das histórias em quadrinhos, pode acabar sendo difícil para você aproveitar todo o potencial de uma obra bem conceituada se começar direto nela. Ou talvez queira fazer outra pessoa que é jovem juvenil e não tem o hábito de ler abraçar essa causa. Nesses casos, o correto seria começar com leituras mais leves e gostosas, que não te encha de textos, metáforas e sequências de quadros confusas. E foi pensando nisso que o pessoal do Omelete fez um vídeo dando dicas de leitura da DC Comics para iniciantes e para aqueles que querem aumentar sua coleção. Confira abaixo:
Se você está aqui,
provavelmente conhece o Jovem Nerd, se não conhece, deveria. Foi lá que
conheci o escritor Eduardo Sphor e posteriormente seu livro A Batalha do
Apocalipse, que agora resolvi ler e ver se realmente é tudo isso que os nerds falam.
Logo no primeiro capítulo
você vê que vai ser um livro do baralho. No entanto, com o andar da história
vão aparecendo flashbacks enormes e a sua vontade de continuar lendo começa a
abaixar. Mas é claro que posteriormente, vão acontecendo batalhas, que por si fazem grande diferença e dão um estimulo
para que o leitor não abandone o livro.
No meio do nosso tijolo de
papel, a história volta a ficar devagar e o flashback da vez faz você
considerar novamente abandonar o livro e procurar algo mais dinâmico. Porem, é
extremamente recomendado não o fazer. Depois que a seção "vale a pena ver
de novo" acaba, a história evolui de modo fantástico. Quando a batalha que
dá nome ao livro está efetivamente começando aquela coisa de "não consigo
parar de ler" fica cada vez mais forte.
Depois do que eu disse sobre
o começo do livro, estava receoso com o que poderia acontecer na história, mas
graças à Yahea eu não me decepcionei.
O final do livro não é
perfeito, mas cara, é tão legal que uma coisinha ou outra acaba não fazendo tanta
diferença assim e o único sentimento que sobra é aquele de “porra, por que
acabou?”.
Se você não leu, eu recomendo
fortemente que leia (compra a edição com capa dura que fica da hora na sua
prateleira, deixa de comprar o refrigerante da lata vermelha que tem nome de
droga por uns dias e gasta com isso vai). Você não vai se arrepender.
Já adquiri os outros dois
livros onde Ablon deve voltar a chutar bundas e recomendo pra vocês, caros leitores, essa dica de leitura que vai sem dúvida te deixar ansioso para saber mais sobre essa incrível história.
O tão aguardado momento para os fãs de Batman e Frank Miller chegou. The Dark Knight 3: The Master Race foi revelado com essa maravilhosa e tenebrosa arte feita por Dave Johnson a partir de um esboço do grande Jim Lee, a qual você pode conferir acima. Nela você pode notar o Cavaleiro das Trevas em cima do corpo morto do Coringa com um batarangue no olho direito, assim como ocorreu no final da segunda edição.
The Dark Knight, a consagrada série de quadrinho de Frank Miller, teve uma grande importância nos quadrinhos do Batman, já que conseguiu apresentar uma versão alternativa do herói a qual a história começa em um futuro onde Bruce Wayne já está velho e largou o manto do morcego, algo que afetou até mesmo o Coringa, que se tornou uma pessoa normal e sem felicidade após o sumiço do herói. No entanto, a onda de crimes que assola Gotham o faz voltar a usar o uniforme e sair para combater o crime, o que não funciona muito bem para o herói, já que está cansado, fora de forma e acaba falhando em certos momentos. Mas isso não o impede, muito pelo contrário. Ao invés de tomar atitudes mais inteligentes, Batman se torna muito mais brutal e carrancudo, dando uma nova cara ao herói, além de inspirar a nova versão que está para ser lançada nos cinemas em Batman vs Superman: Dawn of Justice.
Essa nova fase do herói também terá Brian Azzarello no roteiro e a dupla Andy Kubert e Klaus Jansson na arte. The Dark Knight 3 será lançado em 25 de novembro nos EUA, para comemorar os 30 anos do lançamento do Cavaleiro das Trevas original, e terá 8 edições de 32 páginas cada. No Brasil é provável que só chegue depois da primeira metade do ano em uma edição de capa dura especial, a não ser que aconteça algum milagre.
Mas se você ainda não conhece a obra original, ou ta afim de assistir a animação feita pela DC Comics, confira clicando AQUI.
Batman vs Superman: Dawn of Justice está na boca do povo, já que o trailer foi o grande sucesso da San Diego Comic Con deste ano. Parte disso se dá pela pouca fé que todos tinham sobre esse filme desde que havia sido anunciado, fato esse que se comprova pela recepção nada calorosa na internet quando foi confirmado que o novo Batman seria interpretado por Ben Affleck, que já havia participado da adaptação cinematográfica do Demolidor (2003), que recebeu críticas negativas por todo lado.
No entanto, o sucesso do trailer não se dá apenas por essa estimativa baixa que tínhamos, mas pela genialidade que nos foi apresentada quando Zack Snyder demonstrou que acertou em cheio em criar um Batman mais próximo das HQs possível, baseando-se principalmente na famosa graphic novel O Cavaleiro das Trevas (1986), do aclamado Frank Miller, que já recebeu até dois filmes animados, e se tornou um marco para o herói nos quadrinhos, servindo de base para sua mitologia nos anos a seguir (inclusive na trilogia de filmes do Nolan), e firmando ele como um título mais pesado, violento e realista.
O que Batman vs Superman nos apresenta em seu trailer é isso, um universo mais realista, baseado no próprio estilo da DC Comics, que nos trás histórias mais macabras e violentas, beirando o realismo e tratando os próprios heróis como deuses, assim como pode-se ver na premiada graphic novel O Reino do Amanhã (1996), com as artes insanamente realistas de Alex Ross, e na atual Injustice: Deuses Entre Nós (2013), de Tom Taylor, baseado no jogo de mesmo título desenvolvido pela Warner Bros e Interactive Entertainment.
Já ouvi gente dizendo que o filme seria uma merda pelo fato de não se tratar mais de um filme de herói, pois tem uma temática muito séria e visual mais sinistro. Pra essas pessoas eu indico que calem a boca mais vezes e comecem a ler mais histórias em quadrinhos antes de falar algo sobre o qual não faz a mínima ideia do que se trata. Se assim o fizesse, saberia que assim como os quadrinhos da Marvel tem sua própria identidade, criando personagens mais humanizados os quais uma pessoa comum pode se identificar (como visto na graphic novel Marvels (1994), também de Ross), a DC cria personagens que se assemelham aos deuses gregos, com defeitos humanos, mas força e habilidades sobrenaturais. E é essa diferença que influencia cada editora a ter um visual e temática completamente distintos, com a Marvel utilizando mais cores vibrantes e alegres destacando o mundo maravilhoso dos super-humanos, enquanto a DC cultua a mitologia de Batman sendo a noite e Superman o dia, o homem contra deus, luz contra trevas, criando um universo com menos cor e mais violência.
Levando em base tudo isso, posso dizer que sim, Batman vs Superman será um tremendo de um filme irado, cheio de referências às melhores histórias em quadrinhos dos heróis, e se tornará um marco na história dos cinemas e hqs, já que não estamos falando de uma editora qualquer, mas uma das melhores do mundo, que por acaso está lançando sua primeira super produção estrelando não um, mas três dos seus maiores personagens que irão dar a partida para uma nova era de heróis no cinema, assim como a Marvel fez. :)
A história em quadrinhos Hellboy, criada por Mike Mignola e publicada pela editora Dark Horse, fez 21 anos este ano e como nos EUA essa é maioridade, para comemorar a data o vermelhão ganhou até mesmo uma cerveja edição limitada chamada Right Hand of Doom Red Ale, com rótulo criado pelo próprio autor.
Mas primeiramente, se você não conhece o personagem, no mínimo já deve ter ouvido falar, afinal, tivemos duas adaptações cinematográficas muito bem produzidas.
Basicamente Hellboy, também conhecido como Anung un Rama, é filho de um demônio com uma feiticeira, que foi convocado das profundezas do inferno e está destinado a destruir a humanidade. No entanto, quem acaba recebendo essa criatura ainda bebê foi o professor Trevor Bruttenholm, que o encontrou durante uma expedição contra Rasputin, um monge louco descendente da Alemanha nazista. No entanto, Hellboy demonstra ter bondade em si. Assim, o professor cria ele para que seja capaz de pensar como humano, mas utilize seus poderes para combater criaturas das trevas.
Essa mistura de vários fatores, embora possa parecer meio bagunçada de início, cria um ambiente criativo único e cativante. Cada personagem tem suas características distintas que deixam a história mais atraente, além do ambiente pulp e meio pesado que se mescla perfeitamente com o traço do autor, que dá forma aos desenhos a partir da sombra.
Não posso dar mais detalhes sobre a história em quadrinhos, pois ainda não tive a oportunidade de ler muito sobre, mas o pouco que conheço acerca de Hellboy me fez amar todas as histórias que li, além de me deslumbrar com os filmes produzidos sobre ele.
E já que estamos falando de filme, fica aqui uma dica de mais dois filmes para assistir, caso tenha se interessado e não tenha acesso às HQs. Mas não espere pouca coisa do filme, afinal, quem dirigiu essas adaptações foi ninguém menos que o genial Guillermo del Toro.
O primeiro filme de Hellboy foi lançado em 2004, tendo sua continuação em 2008, ambos estrelados por Ron Perlman, ator que, confesso, nunca gostei muito, mas que foi simplesmente excepcional nesse papel. É impossível imaginar qualquer outro no mesmo lugar dele.
As adaptações cinematográficas partem da mesma premissa da história em quadrinhos, embora eu não possa dar certeza de que seguem fielmente a obra original. No entanto, o trabalho de Guillermo em conjunto com Mignola me impressionou. O primeiro filme pode não ter sido grande coisa, mas o segundo, a quantidade de detalhes e a maestria que tudo aquilo foi executado, me fez criar um grande respeito acerca do vermelhão, além de achar incrível a forma que cada criatura teve seu papel durante a trama. É lindo de se ver.
Hellboy também teve uma animação feita em 2007 pela Cartoon com o subtítulo de Blood and Iron (Sangue e Ferro), caso esteja interessado. Mas por hoje acabamos aqui, porque esse post já está longo demais.
Espero que tenham gostado da dica e que vão atrás, pois realmente vale a pena conferir. Caso eu tenha falado alguma merda, favor contactar nossos morcegos altamente treinados para corrigir. E obrigado pela atenção. :)
Não queria colocar política no blog para não ficar misturando as duas coisas. Mas negar a liberdade que temos de expressar nossas opiniões é o pior erro que poderíamos cometer.
Para quem não sabe, nosso país está sofrendo uma crise série onde todos os setores públicos e privados estão se desestabilizando. A gota d'água ocorreu nessas últimas semanas aqui, no Paraná, onde nosso governador e muitos outros políticos acharam que tinham poder o suficiente para tirar tudo que é de direito do povo, incluindo a educação. Não bastando isso, eles estavam querendo meter a mão no dinheiro da previdência social e embolsar bilhões de reais com a desculpa de que estaria cortando gastos para economizar, enquanto ao mesmo tempo seu próprio salário (grande o suficiente para pagar dezenas de pessoas) estava sendo aumentado junto com o de seus companheiros.
Para entender melhor, confira o vídeo onde a deputada Gelisi Hoffmann analisa os projeto os quais estavam querendo aprovar sem a conscientização do povo:
Não sou a favor de nenhum partido nem dou glória a nenhum deputado. Acredito que somos todos iguais, indiferente do dinheiro que temos em nosso bolso. E estou trazendo esse assunto para o blog devido ao desrespeito inacreditável que o governo está tendo conosco.
Assim como no filme V de Vingança (2005), dirigido por James McTeigue, baseado na graphic novel (1982) escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd, o povo está sendo inibido de seu poder. O governo acha que tem poderes de Deus, e está tentando inibir todo o poder que temos sobre a nossa liberdade e nosso país.
Na história, o governo tem poder sobre a mídia e fiscaliza o povo implantando uma falsa paz, enquanto a sociedade se acostuma com essa censura e fica de boca fechada. Até que um mascarado, conhecido como V, aparece e oferece uma chance de mudança. O personagem nunca mostra sua identidade e se esconde por trás dessa máscara como metáfora, pois aquela pessoa capaz de mudar tudo pode ser qualquer um. Todos temos o poder de reivindicar nossos direitos.
"Um símbolo sozinho pode não representar nada, mas se todos se juntam, um símbolo pode significar muito, pode significar a mudança de um pais"
A máscara de V é baseada no rosto de Guy Fawkes, que fracassou em tentar explodir o parlamento inglês, mas virou um ícone no mundo inteiro. Sempre sendo utilizada em manifestações e até mesmo por um certo grupo de hackers que adotaram a filosofia do personagem fictício criado por Moore.
Agora, senhoras e senhores, lhes trago algumas imagens sobre os protestos que estão acontecendo no Paraná inteiro enquanto a mídia televisiva tenta tratar tudo isso como apenas mais um protesto qualquer. Qualquer semelhança com o sistema fascista do filme/hq é mera coincidência:
Diferente da última manifestação que ocorreu no país a um tempo atrás devido ao aumento da tarifa dos ônibus, a qual alguns acabaram partindo para a violência desnecessária e vandalismo, dessa vez as pessoas não estão nas ruas para brincar. Não foram protestar apenas para se divertir e tirar foto. Estamos todos lutando pela liberdade que está querendo ser tirada de nós.
E você? Vai ficar parado e se tornar um fantoche do governo sendo explorado pelo resto de sua vida, ou vai se juntar à manifestação e fazer o mundo inteiro lembrar do dia em que o povo mostrou que tem muito mais força que os engravatados?
Depois de tantas especulações e a insistência da Sony de manter os direitos dos filmes do aracnídeo que a Marvel tinha cedido devido a uma fase problemática financeira que estava tendo, finalmente recebemos a notícia de que o Homem-Aranha está nos Vingadores! Mais precisamente no filme do Capitão América 3, que irá contar com o enredo da Guerra Civil que foi aos quadrinhos entre 2006 e 2007.
Para quem não conhece, a Guerra Civil é uma das mais aclamadas fases da Marvel, pois tratou dos heróis de uma forma que não havia sido feita antes. Após um desastre envolvendo mutantes, o governo decidiu que todos os heróis deveriam tirar a máscara e se registrar para que, se acaso destruíssem alguma coisa, teriam que pagar pelos seus estragos. Tony Stark, o Homem de Ferro, apoiou a causa, pois acreditava que isso poderia melhorar a imagem dos heróis e fazer com que se tornassem mais um modelo de cidadão que apenas um fugitivo mascarado. Por outro lado, era evidente que as identidades dos heróis viriam a cair nas mãos erradas e causaria um grande estrago para todos aqueles registrados e suas famílias. Aí começa uma guerra entre heróis pró e contra o registro.
E onde o Aranha se encaixa nisso tudo? Ele é simplesmente o personagem mais importante nessa história. Pois, mesmo sabendo de todos os riscos, Peter Parker tira a máscara e revela sua identidade para o mundo inteiro na TV como forma de exemplo e apoio a causa do Homem de Ferro. É aí que a confusão começa...
A informação sobre a participação do herói no filme foi confirmada pelo Wall Street Journal essa semana e foi anunciado que as filmagens começarão em abril desse ano. No entanto, é de conhecimento que o nosso querido ator Andrew Garfield, que atuou em Amazing Spider-Man 1 & 2, não estará no papel do Aranha.
Se estiver interessado na história em quadrinhos, talvez consiga encontrar em algum site que venda a história inteira encadernada ou encontre em alguma banca ou sebo da sua cidade. Caso nada disso dê certo, não há nada mais que possa se fazer a não ser utilizar algum site que disponibilize essas histórias digitais, como o famoso site HQBR.
Se veio procurando saber sobre a trilogia de filmes do Batman criado por Nolan, quase acertou. Os filmes atuais do Cavaleiro das Trevas que nos trouxe finalmente a essência brutal e negra do herói foram baseados na graphic novel criada pelo ilustre Frank Miller, autor de outras grandes obras como Sin City, 300 de Esparta, Ronin, entre outros.
Nessa história em quadrinhos somos intrudidos a um Bruce Wayne mais velho, no final de seus dias após ter sido forçado a se aposentar como vigilante. Uma nova gangue ameaça a paz de Gotham assassinando crianças e adultos sem nenhum escrúpulo enquanto os EUA se vêem em uma guerra onde usam o Superman como ferramenta decisiva, impedindo que ele tenha força de escolha entre o que é certo e errado a se fazer. Sendo assim, Bruce se vê em uma posição onde tem que voltar aos seus dias de vigilante para salvar a cidade antes que seja tarde demais.
Diferente do que já tínhamos visto antes, na história acompanhamos um Batman cansado e mais brutal do que nunca, deixando até mesmo o herói da série de games Arkham City no chinelo. Além de tratar a cidade de uma forma muito mais séria, envolvendo cenas escuras e chuvosas para deixar o clima ainda mais pesado.
Para aqueles menos propensos a pegar uma hq para ler, foi lançado dois filmes de animação em 2012 muito fiéis que tratam com a mesma seriedade a história do Cavaleiro das Trevas. E isso é algo que qualquer fã do herói deveria ver, já que o novo filme Batman vs Superman que está sendo produzido terá um remake do herói baseado nessa versão mais brutal de Frank Miller.
(E te digo uma coisa.. se a luta entre Batman e Superman for tão boa quanto a desse filme/graphic novel, teremos uma das melhores cenas do cinema até hoje!)
Confira o trailer da adaptação para animação abaixo:
Ta esperando o quê? Corre procurar a hq para ler ou o filme para assistir!
Te garanto que quando acabar vai estar venerando o herói como nunca antes! :)