E aí, galerinha do mal? Gostaria, antes de tudo, pedir desculpas pelos últimos posts que não ficaram com qualidade tão grande por causa de falta de tempo e muitos trabalhos na escola, curso, etc. (todo mundo sabe que você tava fazendo balé, Lucas...) Mas não temam, caros Tarantinescos! Hoje, nossa quinta-feira santa do blog, trago a vocês nada menos que Django Unchained (Django Livre), o mais recente filme dele, exatamente, do diretor com queixo avantajado que tanto amamos, e que foi altamente bem recebido pela crítica, e que você, meu caro, deve ir exatamente agora assistir antes de receber spoilers. Então corre!
Primeiramente, saudações.
Segundamente, vamos apresentar o
enredo do filme, mas antes temos que entender em que momento da carreira
Tarantino se encontra. Django e Bastardos Inglórios se enquadram pra mim em um
cinema de vingança histórica. Já foram feitos infinitos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, Nazismo, Hitler, e tudo que se passou na Europa na primeira metade
do século XX. Porém, que eu me lembre, não existe nenhum filme que faça ficção
sobre esse episodio sombrio da humanidade, a grande maioria tenta retratar de forma exata os fatos. Mas é interessante ouvir histórias alternativas de uma linha temporal que tomou outro rumo dando espaço para novos acontecimento, e é exatamente isso que Tarantino faz, conta a história como ele realmente
queria que tivesse acontecido, ou seja, (SPOILER ALLERT!) Hitler explodindo junto com todo o Partido Nazista Alemão e
não em um suicídio programado na madrugada, sem emoção, sem dor, sem
sofrimento. Talvez seja isso que todos precisássemos ver Hitler ir pelos ares e
pagar por toda dor que ele causou àqueles que não pertencem a raça superior
ariana. Mas Inglourious é papo pra outro post!
Na minha perspectiva, Django entra na mesma linha, trazendo a vingança histórica contra a escravidão. Mas ai entra o
problema, será que Tarantino se vinga dos brancos norte-americanos como se
vingou dos nazistas de forma tão explendida? É o que discutiremos com o complemento dos próximos posts.
Para começar o enredo é preciso
dizer o que poucos sabem, Django realmente existiu, como você pode conferir AQUI. Já no filme sua história se desenvolve através da seguinte trama:
O personagem que
dá o nome ao filme, Django, vivido por Jamie Foxx, é um escravo no sul dos EUA poucos
anos antes da Guerra Civil, ao encontrar Dr. King Schultz (Christopher Waltz)
Django se torna um mercenário e mata por sua liberdade (quem são os assinados,
brancos ou negros, não fica claro antes de se assistir, o que é importante).
Seu objetivo final é matar o senhor de escravos e perturbado mentalmente e
escroto Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) que é proprietário da esposa de
Django, Broomhilda (Kerry Washington, gehzus amado!). O personagem de DiCaprio
tem um fazenda de escravos, na qual abusa e explora sexualmente as escravas e
usa os escravos como gladiadores em brigas montadas.
Nesse trabalho, Tarantino se
renova no exercício de criar o personagem "badass" definitivo, e que
agora tem algo a dizer. Sabemos que Quentin é um mestre
na arte de se contar histórias. E estou falando de histórias memoráveis,
improváveis, com diversos personagens interligados que dizem milhões de
palavras por segundo, e quase todas elas te fazem pensar, rir e dizer em voz
alta "goddamn, nigga!" ou algo do tipo. São tramas que se amarram por aspectos morais,
culturais e atos heroicos retumbantes, que elevam ao máximo os níveis de
testosterona da audiência. Um estilo cinematográfico que poderia ser
catalogado, informalmente (se me permitem) como "fodásticamente
badass", pois cult já ficou para
trás, o gênero não mais exemplifica a profundidade e talento do diretor.
Diante de um roteiro original
novamente inspirado, percebemos que o diretor nos induz a refletir sobre o tema
racial a todo instante, até mesmo com seus minuciosos detalhes. Por exemplo:
quando Django dá um belo gole em um copo de cerveja, o texto não nos diz se
aquele foi o primeiro gole da vida do negro, ou pelo menos o primeiro em muitos
anos. Ainda sim, percebemos o prazer inédito em sua expressão – um gesto
simples que demonstra um fragmento, obviamente irrisório, das privações
impostas a estes meros serviçais.
Porém, em tantos outros momentos,
Tarantino é extremamente explícito em sua mensagem, o que possivelmente faz de
"Django Livre" o seu mais violento trabalho até hoje - não só pela
quantidade absurda de sangue derramado (litros e mais litros que explodem com
veracidade exacerbada), mas também pelo impacto psicológico das cenas mediante
o tema delicado. O diretor e roteirista não usa de meias palavras para
descrever a brutalidade, pois de outra forma não seria brutalidade, não é
mesmo?
(Pessoal, eu gosto
muito desse trailer. JAMES BROWN!)
Hoje foi rapidinho pessoal, mas como dizem por essas bandas, nem sempre quantidade significa qualidade. Semana que vem teremos sim mais um post complementando mais sobre Jungle Django! Eu gosto demais
desse filme, (todo mundo gosta) e tô louco pra escrever mais sobre ele. :33
Então, se vocês ainda não assistiram, esperem o seus intervalos e VÃO LOGO ASSISTIR!
Então, se vocês ainda não assistiram, esperem o seus intervalos e VÃO LOGO ASSISTIR!




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"Cavalheiros, vocês tinham a minha curiosidade, mas agora vocês têm a minha atenção"
ResponderExcluirLucas, eu juro que te mato se você não comentar o quanto o Leonardo DiCaprio estava fantástico no filme, ele fez um ótimo vilão, dê os créditos para o coitado, é o mínimo, já que ele não ganha nenhum Oscar.
Esse filme é fantástico, muito melhor do que 100 anos de escravidão (sem mimimi de cults, tem algum cult no blog?). A história é demais, eu fiquei até o final torcendo para que o Django salvasse a mulher dele, nada como um filme de Cowboy negro.
Não precisa se preocupar, se o Lucas não colocar, eu dou uma surra nele. Não posso dizer que a interpretação do DiCaprio foi a melhor que fez até agora, mas depois de filmes como a Ilha do Medo e A Origem, não falar sobre a genialidade da atuação dele é um insulto.
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